Desta fileira de cadeiras
Desse corredor
Sobrando lugares
Faltando espaço
Onde vou sentar
Para deixar o ponteiro do relógio
Distorcer o tempo
Vencer o chão da espera
Continuo em pé
Continuo com minha planta
pregada ao chão
E a sombra das cadeiras
Diz que quanto mais se vive
Menos se tem para viver
E no limiar do tempo
Continuo (i)móvel.
Mayara Floss
