quinta-feira, 7 de julho de 2011

Baú



Num baú que se afunda dentro de mim
Como um oceano em fúria, de fé e frio
Que se entranha no intimo
De uma tempestade de chuva
e vento que afundou o meu navio

E no fundo d'água levou meus segredos
Arranhou o meu peito
e se adentrou na mágoa
da maré que leva os pedaços
do barco do meu coração

E se a areia cansou de fugir do mar
e levar os destroços
O mar abraçou-a e fugiu em uma onda
para depois retornar com os meus
segredos abertos em um baú de solidão

Basta pedir se trouxeste o mapa
Ou algum pirata sorrateiro
Roubou o meu baú e escondeu-me
de todos os meus segredos.

Mayara Floss


2 comentários:

  1. Muito bonito este poema.
    Boa participação!

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  2. Gostei! Bonita participação na Fábrica de letras! Parabéns

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