E na sua escuridão
Ficava mudo
Só lia as sombras
Não encontrava as palavras
Apenas escutava as corridas
O campear, as asas
E as cordas golpeadas
Perdidas no silêncio
Vibravam como um tormento
E ele apenas pedia tempo
Para soar uma lembrança
Uma lágrima, uma desesperança
Sentia o pago iluminado
E sabia que a noite tinha convidado
A campear a volta
Com as estrelas de escolta
A procura da sua querência
Pedia em cada despedia
Para orar em sua ausência
Solitário sentia a melodia
E a sua cicatriz ardia
Procurando o seu exílio
Contava a sua história
Revivia a sua memória
Sentia a batalha em seus dedos
E via o último instante da navalha
Do fogo e apenas lembrava
Da última imagem da sua amada
E de tanto procurar,
Às vezes pensava
Se naquela escuridão
Ainda iria encontrar
Motivos para sua canção
E deixava os versos dissonantes
Guardava as lágrimas
Para quando iria deixar de ser errante
E abraçar a sua prenda
Antes que o tempo o prenda
Nos espinhos da Rosa Flor
Seu eterno amor
E nos braços da sua amada
Reencontre a sua morada
Mayara Floss
"Rosa Flor"
ResponderExcluirSentimento e história que lhe ventam as pétalas
Lindo!
:)
Lindo, como sempre.
ResponderExcluirLinda, como nunca.
Besitos, corazón.
Estamos fazendo uma visita e gostamos muito do seu blog, aproveitamos para aproveitar a visita e convidá-los para visitar sempre!
ResponderExcluirEstamos seguindo aqui! (:
Beijo!
Joana, Sören e O Jardim,
ResponderExcluirOs comentários estão sempre engrandecendo o blog, muito obrigada.
Mayara